Acusados pela morte de Ademir Saruva vão a júri em Mamborê no dia 18 de agosto
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Justiça marcou para 18 de agosto de 2026, às 8h, o julgamento de C.G.D.C e J.H.T, acusados de matar Ademir Mendes Lara no "Espeto Saruva", em Mamborê.
A Justiça definiu a data do julgamento dos acusados pelo assassinato de Ademir Mendes Lara, vítima de homicídio em Mamborê. C.G.D.C e J.H.T enfrentarão o Tribunal do Júri da Comarca de Mamborê no dia 18 de agosto de 2026, às 08h00, respondendo pelos crimes de homicídio qualificado e adulteração de sinal identificador de veículo.
A dinâmica do crime
O homicídio foi registrado no dia 16 de janeiro de 2024, por volta das 18h05, no estabelecimento comercial "Espeto Saruva", situado na Avenida Paulino Ferreira Messias. Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Paraná, os acusados entraram em Mamborê às 14h40, em uma caminhonete Montana branca.
Nas proximidades da execução, C.G.D.C, que conduzia o veículo, estacionou em via pública, momento em que J.H.T desceu do automóvel portando uma arma de fogo e caminhou em direção ao comércio. A vítima, que tinha mais de 60 anos, foi surpreendida enquanto estava sentada, e J.H.T efetuou um disparo na lateral esquerda da sua cabeça. O projétil causou fraturas expostas e traumatismo cranioencefálico, que levaram Ademir a óbito.
Fuga e adulteração da placa
Logo após o disparo, J.H.T fugiu a pé até a caminhonete Montana, onde C.G.D.C o aguardava. Os dois deixaram Mamborê às 18h10. Para despistar as autoridades, os acusados adulteraram a placa do veículo com fitas adesivas, fazendo a identificação original passar por outra.
Prisão em flagrante
A fuga foi interrompida rapidamente: o veículo adulterado passou por um radar da rodovia BR-369, sentido Campo Mourão, às 18h26. Pouco depois, às 18h50, os acusados foram abordados e presos em flagrante no município de Campo Mourão.
A decisão que julgou admissível a acusação e pronunciou a dupla ao Tribunal do Júri foi assinada, e já foi determinada a intimação dos jurados sorteados, dos defensores, do Ministério Público e das testemunhas arroladas no processo.