Comunidades rurais de Mamborê enfrentam mais de 36 horas sem energia e água
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Moradores de comunidades rurais de Mamborê estão sem energia elétrica desde as 19h de quinta-feira (8), enfrentando também falta de água.
Moradores de diversas comunidades rurais de Mamborê enfrentam uma interrupção severa no fornecimento de energia elétrica desde as 19h da última quinta-feira (8). O problema já ultrapassa a marca de 36 horas consecutivas até a manhã deste sábado (10), atingindo localidades como o Lajeado, a região da comunidade Jacutinga, a comunidade Ranchinho, áreas próximas à comunidade Gavião e o Patrimônio Guarani.
Situação crítica no Patrimônio Guarani
A situação mais crítica é relatada no Patrimônio Guarani e nos sítios, chácaras e fazendas circunvizinhas, onde o corte de energia começou na noite de quinta-feira e persiste sem previsão de normalização. O apagão paralisou o sistema de bombeamento de água, uma vez que os poços artesianos da região dependem diretamente da eletricidade para abastecer a rede de encanamento. Com isso, centenas de residências permanecem totalmente desabastecidas de água potável.
O impacto humano é severo. Famílias que convivem com pessoas acamadas, idosos e crianças pequenas relatam momentos de desespero diante da impossibilidade de manter cuidados essenciais de climatização, conservação de medicamentos e atendimento básico. Na área da saúde pública, o funcionamento da unidade de atendimento da comunidade foi gravemente comprometido pela falta de luz.
No setor comercial, os prejuízos materiais são irreparáveis, comércios locais viram seus estoques de produtos perecíveis como carnes, laticínios e congelados perderem-se por completo devido à ausência de refrigeração prolongada.
Isolamento e incomunicabilidade
Além da falta de luz e água, os moradores das áreas rurais encontram-se completamente isolados do restante do município. Sem energia para carregar aparelhos celulares e sem sinal de internet, as famílias estão incomunicáveis. Familiares da zona urbana e amigos relatam a angústia de não conseguir obter qualquer tipo de notícia sobre o estado de saúde ou as condições em que vivem seus entes queridos no campo.
Clamor por respostas e indignação com a Copel
A população mamboreense afetada classifica a demora no atendimento como uma situação desumana e um reflexo de descaso por parte da Companhia Paranaense de Energia (Copel). Os moradores cobram que a empresa adote providências imediatas e envie equipes técnicas suficientes para realizar os reparos necessários nas redes danificadas, restabelecendo com urgência os serviços essenciais nas comunidades.
O tema da infraestrutura energética e da qualidade dos serviços prestados na zona rural tem gerado forte mobilização institucional no município. Recentemente, representantes da Copel participaram de reuniões com a administração municipal e órgãos locais para debater propostas de investimentos e melhorias na rede elétrica da região. Além disso, está agendada uma audiência pública na Câmara de Vereadores de Mamborê para discutir amplamente a problemática e cobrar soluções definitivas que evitem a repetição desse tipo de colapso nas comunidades rurais.
Enquanto o poder público e os órgãos competentes articulam cobranças e medidas, os moradores do campo seguem clamando por socorro imediato, na esperança de que a luz e a normalidade retornem aos lares mamboreenses.


