Julgamento de acusados pela morte de Ademir Saúva é marcado para 22 de outubro
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Tribunal do Júri de Mamborê julga em 22 de outubro de 2026 os dois acusados de matar o empresário Ademir Mendes de Lara, o Ademir Saúva, em janeiro de 2024.
Está agendado para a próxima quinta-feira, 22 de outubro de 2026, o julgamento dos réus C.G.D.C. e J.H.T., acusados de assassinarem o empresário mamboreense Ademir Mendes de Lara, popularmente conhecido como "Ademir Saúva". A sessão do Tribunal do Júri será realizada no Plenário do Fórum da Comarca de Mamborê.
A realização da sessão neste dia ocorre após o adiamento do júri anterior devido ao chamado "estouro de urna", instituto jurídico que ocorre quando não se atinge o número mínimo de sete jurados desimpedidos para a formação do Conselho de Sentença. Diante do imprevisto processual, o juiz presidente da comarca remarcou a data da sessão. A sentença de pronúncia determinou que a dupla responda perante os jurados pelos crimes de homicídio qualificado e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
A dinâmica do crime
De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR), o crime ocorreu no final da tarde do dia 16 de janeiro de 2024, por volta das 18h05, no estabelecimento comercial "Espetinho do Saúva", localizado na Avenida Paulino Ferreira Messias, em Mamborê.
Segundo os autos, os acusados chegaram ao município por volta das 14h40 daquele dia a bordo de uma caminhonete Chevrolet Montana de cor branca. Nas proximidades do comércio, o condutor C.G.D.C. estacionou o veículo na via pública, enquanto o comparsa, J.H.T., desembarcou armado e caminhou em direção à vítima.
Ademir Saúva, que tinha mais de 60 anos de idade, foi surpreendido enquanto estava sentado no local. J.H.T. efetuou um disparo letal de arma de fogo atingindo a lateral esquerda da cabeça do idoso. A acusação aponta que o crime foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, aproveitando-se de seu campo de visão reduzido no momento da abordagem. O disparo causou severo traumatismo cranioencefálico, levando a vítima a óbito instantâneo.
Fuga, placa adulterada e prisão em flagrante
Após a execução, o atirador correu em direção à caminhonete onde o comparsa o aguardava para garantir a fuga, deixando Mamborê por volta das 18h10. Na tentativa de despistar a fiscalização policial, os réus utilizaram fita adesiva para alterar a combinação alfanumérica da placa do veículo.
No entanto, o automóvel adulterado foi capturado pelos radares da rodovia BR-369 às 18h26, transitando no sentido a Campo Mourão. Em um cerco tático rápido das forças de segurança regional, o veículo foi interceptado por volta das 18h50 já no município vizinho. Os dois ocupantes foram presos em flagrante e permanecem custodiados no sistema prisional desde então, aguardando agora a decisão final do Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Mamborê.


